Aromaterapia: o que é, como surgiu e para que serve 

Nos últimos anos, principalmente no Brasil, uma prática tem se popularizado: a aromaterapia. Aromaterapia é uma terapia alternativa, um ramo da medicina natural. Ela atua como um tratamento curativo e preventivo a partir do olfato, o que dá origem ao nome. Mas, apesar de ser algo natural, antes de começar a fazer uso é preciso se munir de informações precisas e seguras. 

Saiba mais sobre a aromaterapia a seguir. 

O surgimento da aromaterapia

A Aromaterapia passou a ser considerada uma prática medicinal a partir do século XX, época em que o químico francês René Maurice e o médico, também francês, Jean Valnet, descobriram algumas propriedades dos óleos essenciais. 

Entre essas propriedades podemos citar: cicatrizantes, antivirais, curativas, antibacterianas, antifúngicas e também antissépticas.

Com o passar dos anos, outros pesquisadores importantes também divulgaram uma série de estudos e comprovações sobre o uso holístico dos aromas, como por exemplo no tratamento de doenças infecciosas e degenerativas e também sobre as suas aplicações de acordo com as características de cada paciente. Esses óleos são estudados até os dias atuais e existem uma série de estudos que sugerem resultados positivos no tratamento de insônia, demência, e contra bactérias, por exemplo.

Porém, não é qualquer tipo de óleos essenciais que podem ser utilizados. O químico Henri Viaud estabeleceu alguns critérios de pureza para que estes sejam adequados ao uso dentro da medicina. 

Mas o que são óleos essenciais?

Óleos essenciais são substâncias químicas líquidas, altamente complexas e concentradas, produzidas a partir de plantas, seja das folhas, raízes, flores, frutos ou raízes. Esses óleos são produzidos naturalmente pelas plantas, como uma forma de protegê-las contra parasitas e da radiação solar e também para auxiliá-las na fertilização, por exemplo. 

Aromaterapia nos seres humanos

A aromaterapia pode ter efeitos tanto psicológicos quanto fisiológicos nos seres humanos. 

Em relação aos efeitos psicológicos, os aromas dos óleos essenciais ao serem inalados estimulam os receptores nervosos responsáveis pelo cheio e acabam estimulando também o sistema límbico, responsável pelas emoções, memória, aprendizagem, entre outros. Dessa forma, a aromaterapia pode contribuir para balancear o humor e diminuir o estresse, controlar a ansiedade e combater a insônia e a depressão, por exemplo. 

Já em relação aos efeitos fisiológicos, eles estão relacionados com a facilidade que esses óleos possuem de entrar na membrana celular, ou seja, atuam diretamente nas células e no sistema nervoso.

Essa técnica pode ser utilizada para os mais diversos tipos de tratamento, entre eles: 

  • Cansaço mental;
  • Problemas de memória;
  • Enxaquecas;
  • Dificuldade de concentração;
  • Dores e tensões musculares;
  • Estresse;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Náuseas e problemas de digestão;
  • Problemas respiratórios;
  • Cólicas menstruais;
  • Diminuição de libido. 

Porém, as propriedades desses óleos dependem dos grupos funcionais presentes em cada composto, sendo os seguintes utilizados na aromaterapia: terpenos, ésteres, cetonas, aldeídos, óxidos, ácidos e álcoois.

E vale ressaltar que, por mais que sejam de origem natural, eles também podem ser tóxicos ao organismo, uma vez que são altamente concentrados e dosagens não controladas podem causar efeitos adversos. Alguns tipos de óleos essenciais também podem não ser recomendados para todos os tipos de pacientes. 

Propriedades dos óleos essenciais e sua origem

Os terpenos têm atuação antisséptica, antiviral, bactericida e também anti-inflamatória. Eles estimulam as funções das glândulas, atuam na desintoxicação do fígado e também aumentam a quantidade de oxigênio no cérebro. Esse composto pode ser encontrado no limão, camomila e pinho. 

Os ésteres atuam principalmente no combate a fungos e contra espasmos intestinais, sendo também um sedativo. Eles podem ser encontrados na lavanda, bergamota e sávia. 

As cetonas são um importante descongestionante nasal, muito utilizadas no tratamento de asma, bronquite e em resfriados, obtidas através do gengibre, funcho e hissopo.

Os aldeídos são anti sépticos e anti-infecciosos, além de sedativos, encontrados no capim-limão, melissa, citronela e na canela.

Os óxidos atuam contra bactérias e também como expectorantes, presentes na melaleuca e no alecrim. Os ácidos são antipiréticos, diuréticos e antissépticos, também podendo conter vitaminas e antibióticos, sendo encontrados na melissa e no benjoim. 

Por fim, os álcoois são bactericidas, desinfetantes e anti-inflamatórios, encontrados no orégano, cravo da índia e tomilho. 

Esses são apenas alguns exemplos dos mais diversos produtos e aplicações. 

Diferentes formas de atuação da aromaterapia

Existem uma série de possibilidades de se utilizar os óleos essenciais, cada uma delas com uma metodologia e forma de aplicação específica e recomendada a partir de um estudo personalizado de cada paciente. 

Geralmente, é preciso diluir os óleos essenciais em óleos vegetais, como por exemplo o óleo de coco, de semente de uva ou se amêndoas, sendo essa a forma mais segura e recomendada para o uso. Também é possível adicionar algum óleos em inaladores, aromatizadores de ambiente, compressas, produtos para massagens, cremes ou loções para a pele, shampoo, panos para limpeza, entre outros. 

A aplicação em sua concentração original deve se evitada, a menos em casos de recomendação médica, pois pode causar efeitos adversos como coceira, vermelhidão e alergias. 

Como comprar e escolher os melhores óleos essenciais para um tratamento com aromaterapia?

Primeiramente, é preciso ressaltar mais uma vez a importância de tomar os cuidados necessários em relação ao uso dos óleos essenciais. Tendo em mente o consumo consciente, o próximo passo é escolher conforme a sua função e as suas propriedades e comprar apenas o que seja essencial para você e com os cuidados necessários. 

Lembre-se que os produtos precisam ser 100% puros, serem vendidos em vidro cor âmbar

e que contenham, no rótulo, informações a respeito do nome científico, origem, compostos, princípios ativos, métodos de extração e validade. 

E lembre-se também que hipertensos, grávidas, bebês, crianças, pessoas com glaucoma ou hiperplasia prostática ou que fazem um tratamento de homeopática possuem algumas contraindicações, por isso é necessário se atentar e, preferencialmente, consultar um aromaterapeuta. Ainda, é preciso ressaltar a importância da consulta com um especialista na área para um melhor resultado no tratamento.